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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O Menino

< Foto Por: ArtSkoo />


< Registro: 51, categoria: Aconteceu Comigo />

Tenho 23 anos, moro no sul, região metropolitana. Tenho uma filha, de 5 anos. E, bem, quando estava grávida sentia a presença de alguém. Era um garoto, loiro, olhos claros, aparentemente tinha entre 6 e 8 anos, ele sorria pra mim sempre que eu estava pensando em minha filha, que ainda não tinha nascido!
Quando ela nasceu passei a vê-lo perto do berço dela. Ela tinha dificuldades pra dormir, acordava sempre no meio da madrugada, aos prantos e só parava depois que eu a pegava no colo. Conversei com minha mãe sobre o ocorrido. Ela e minha ex-sogra fizeram algumas coisas entre limpeza do local, orações e coisas desse tipo, coisas que não sei bem se acredito. Pois bem, ficamos um certo tempo com a dificuldade dela em dormir, presenciávamos alguns fatos estranhos em casa, e eu tive uma depressão bem complicada.

Até que minha mãe, que morava, em outro local (um apartamento a uma certa distância de minha casa) também viu o garoto. Pela descrição que ela me passou posso afirmar que é o mesmo garoto. Ela me disse que ele ficou na porta do quarto dela, e que a tinha mordido no braço. Quando ela o olhou, ele se virou de costas, sorriu de canto e foi embora. Minha mãe não sabe se foi real, ou apenas um sonho, mas desde então ele sumiu, e nunca mais senti sua presença comigo. E eu nunca soube o que ele era ou o que ele queria comigo, ou com minha filha.


< por: Carina />
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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Homem Vestido De Preto

< Foto Por: fratermanor />


< Registro: 49, categoria: Aconteceu Comigo />

Bom, muito prazer me chamo Alex tenho 21 anos, e desde os 13 acontecem algumas coisas estranhas comigo.
No momento vou contar uma que foi marcante em minha vida, é bem simples, mas marcante.
Em minha casa moram meu pai, minha mãe e eu, mas meu tio que se chama Chico foi passar uns tempos lá em casa. Ele trabalha com couro, ajeita bolas de couro, bolsas e etc.

No dia que me refiro, meus pais tinham saído, estava só eu e meu tio. Meu quarto na época não tinha porta e ficava bem próximo à cozinha. Do outro lado da casa tinha uma área de serviço, onde meu tio ficava lá e trabalhava também. Eu estava deitado, de barriga pra baixo, na cama assistindo TV (estava vendo pica-pau - kkkk, pela manhã). Estava de costas para o corredor da cozinha. Na noite passada estava me sentindo mal, e com uma sensação desgraçada de que tinha alguém comigo. Enquanto eu assistia o desenho, cochilei um pouco. Sonhei, nitidamente, que tinha alguém comigo. Um homem alto, branco, careca e que vestia preto.

Ao acordar chorando, me acalmei, sabendo que tinha tido um pesadelo. Senti um ar frio passar pela minha nuca, e em seguida uma mão grande e um pouco gelada encostou no meu ombro. Nesse momento não tinha mais movimentos, juro que tentei com todas as forças virar para ver quem era, e gritar, mas não saiu nada. Não consegui mover um músculo, durante 2 minutos vivi o maior desespero em minha vida. Quando essa mão saiu do meu ombro, me virei chorando, e fui correndo na cozinha para ver quem era, fui ao banheiro também, e NADA!

Não tinha ninguém, fiquei até tranquilo na hora, mas quando assimilei tudo e me lembrei do pesadelo, fiquei morrendo de medo, claro! E nunca mais vi esse homem, a não ser em alguns sonhos.

Tenho algumas outras historias que aconteceram comigo, postarei depois, obrigado pela oportunidade.


< por: Alex Xavier />

< Postagem original publicada em 18/07/2020 às 23:00 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Barulhos Na Madrugada

< Foto Por: kevberon />


< Registro: 47, categoria: Aconteceu Comigo />

Isso aconteceu de madrugada, era por volta de duas da manhã. Acordei com uma grande necessidade de beber um copo d'água. Levantei-me da cama e andei até a cozinha. Minha mãe, meu pai e meu irmão estavam dormindo. Tudo estava escuro, eu tratei de acender as luzes.
Depois de beber o copo com água eu ouvi um barulho, sabe o barulho quando um celular da samsung descarrega? Foi esse o barulho. Vi o celular da minha mãe com a luz acesa, fui vê-lo com o intuito de coloca-lo para carregar mas, quando eu vi estava em 78%. Eu achei aquilo muito estranho. Mas resolvi ignorar, devia ser defeito talvez, embora ela tenha comprado faz pouco tempo.

Acho que um ou dois dias depois do ocorrido, era sábado, todo sábado, praticamente, eu durmo bem tarde, tem vezes que eu não durmo.

Estava mexendo no meu computador, quando ouço o som da água do filtro cair sobre o copo. Quando fui olhar a torneirinha do filtro estava ligada e o copo estava esborrando. Eu juro por Deus que eu não mexi ali. E quem seria o louco de deixar a torneirinha ligada em um copo pequeno daquele?


< Por: Luiza Peterson />

< Postagem original publicada em 25/06/2020 às 22:06 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 9 de julho de 2021

A Cozinheira

< foto Por: 256417 />



< Registro: 43, categoria: Aconteceu Comigo />

Desde pequena vejo coisas, ouço vozes e sinto presenças de espíritos. Então vou relatar uma visão que tive quando eu tinha, mais ou menos, uns 13 anos. Eu estava na casa da vizinha brincando de esconde-esconde e nessa casa tinha outra casa, porém vazia somente com a janela aberta. Todos meus amigos e amigas foram se esconder e a maioria correu pra dentro da casa, pulando a janela que estava aberta.
Quando chegou minha vez, fiquei parada olhando pra janela e uma das minhas amigas falou:

— Glaucya pula logo.
— Como vocês pularam para dentro com essa mulher ai?
— Que mulher Glaucya? Não começa. (falavam assim porque eu já era vista como a amiga que vê coisas....)

Eu vi claramente uma mulher do lado de dentro fazendo comida, tinha um fogão de frente pra janela, ela mexia na panela com uma colher de pau como se tivesse fazendo um mingau. Ela tinha a aparência de mais ou menos 35 anos, usava um lenço na cabeça, saia longa e ficava o tempo todo de cabeça baixa olhando pra panela mexendo o que estava fazendo.

Quando contei isso para meus amigos eles ficaram me dizendo o tempo todo não tinha ninguém ali. Eu gritei:

— Tem sim!

Eles viram que eu estava falando a verdade, todos começaram a gritar e pular assustados para o lado de fora. Nessa euforia toda, a mulher desapareceu e todos morriam de medo menos eu.

Só que eu não entendia nada, daí pra frente as visões foram aumentando e até hoje vejo coisas, ouço vozes, sinto cheiros e até vejo meu espírito sair do meu corpo. Não é fácil conviver com isso, até hoje tento entender o porquê de eu ver essas coisas. Já fui em várias religiões cada uma fala uma coisa, hoje não estou indo em nenhuma. Tenho muitas histórias pra contar vou enviar mais.
Obrigado!
Espero que acreditem porque o mundo espiritual existe.

< por: Glaucya />

< Postagem original publicada em 06/01/2014 às 23:56 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Vulto

< Foto Por: Free-Photos />


< Registro: 41, categoria: Aconteceu Comigo /> 

Bom, isso aconteceu a uns 2 meses atrás,
Acordei pela manhã ouvindo vozes altas, conversando nos pés da minha cama. Estava dormindo de barriga para baixo, tentei olhar mas não conseguia me virar. Ai bateu aquele desespero e eu tentando me virar, quando consegui virar a cabeça eu vi um vulto preto nos pés da minha cama. Aquilo falava alguma coisa, mas eu não entendia o que era, e fiquei assim uns 2 minutos. Depois consegui me virar e não tinha nada lá

Perguntei para minha mulher se ela tinha ouvido ou visto algo, ela falou que não. Isso me apavora pois minha mãe sempre falou que quando ela via este vulto preto algo de ruim acontecia...

Aquele dia inteiro passei mal, me sentia cansado sem ter feito nada de mais.
Acho que deve ser uma coisa da família pois minha irmã também vê este vulto.

< por: Marcelo />

< Postagem original publicada em 19/09/2013 às 19:20 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 26 de junho de 2021

Aterrorizado

< Foto Por: SuperHerftigGeneral />
< Registro: 40, categoria: Aconteceu Comigo /> 

Essa história aconteceu comigo no ano passado. Eu estava assistindo televisão na sala em meu apartamento. (Obs.: nesse dia eu estava sozinho). Então em certo momento senti que alguém estava se aproximando, fiquei com muito medo até sentir que tinha mais alguém na sala além de mim, era uma sensação horrível, e então sai correndo pro meu quarto e tranquei a porta. Passado alguns minutos, me acalmei, resolvi deitar e tentar dormir. Então apaguei a luz e deitei. Só que quando eu estava deitado (outra Obs.: Eu não estava com sono), senti novamente a presença de alguém dentro do quarto, fiquei apavorado, tentei levantar, me mexer mas não conseguia, tentei gritar e só o que saia era uns sussurros.

Eu estava paralisado. Só conseguindo mexer o olhos e um pouco a cabeça. Quando virei, com esforço, um pouco a cabeça tentando vasculhar o quarto, vi que tinha uma pessoa, em pé, no canto do quarto. Fiquei mais apavorado ainda, tentando olhar fixamente para aquele estranho dentro do quarto. De repente o vulto começou a caminhar bem devagar em minha direção, entrei em pânico! Comecei a tremer, a suar, tentava gritar, mas não conseguia. Então desesperado, tentei rolar o corpo, e caí da cama. Ao cair da cama, percebi que eu já conseguia me mexer, mas continuava em pânico.

Tentei olhar no rosto daquele que estava em pé ao meu lado, mas não conseguia ver o rosto, só conseguia ver os contornos, virei a cabeça e olhei pra minha cama, e eu estava lá deitado olhos abertos, imagina a loucura!! Eu no chão caído olhando pra mim mesmo deitado. Comecei a chorar de desespero e aquele vulto esticou o braço com se quisesse me tocar. Como num susto, estava em meu corpo e deitado em minha cama de novo, porém conseguia me mexer, e não sentia mais que tinha alguém comigo. Dei um salto da cama, acendi a luz e rapidamente abri a porta e saí correndo acendendo as luzes por onde eu passava. voltei pra sala, tentando me acalmar e novamente sentia alguém se aproximando. Abri a porta do apartamento e corri pro apartamento de um meu vizinho.

< por: Nilton César />

< Postagem original publicada em 24/05/2013 às 23:22 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Tia Avó

< Foto Por: igorovsyannykov />



< Registro: 39, categoria: Aconteceu Comigo />

Essa aconteceu há uns seis anos. Eu estava dormindo e, umas 5h, despertei sem mais nem menos. Estava meio grogue: meio que acordada, meio que dormindo, sabe? Meus olhos estavam pesados, quando olhei para a porta do meu quarto (que dá para um corredor) e percebi uma figura parada, me olhando. Comecei a tentar ver melhor quem era, percebi ser uma senhora bem idosa, não podia ver seu rosto, mas vi que estava com um xale cobrindo os cabelos, como aquelas senhoras de antigamente. Fiquei paralisada de medo, mas ainda estava meio tonta, foi quando me preparava para gritar e a senhora fez um gesto de "psiu!", colocando o dedo indicador em frente aos lábios. NOSSA!!!!! Morri de medo e ela continuou ali, me olhando. Depois ela sumiu, num momento em que me distrai, saí correndo e fui dormir com a minha mãe.
No outro dia resolvi comentar com a minha família, pois apesar do medo eu sentia que a aquela senhora não era má. Então ao descrever a senhora (e o seu xale), minha mãe mostrou as fotos de uma tia avó que havia falecido há anos e tinha minha mãe como verdadeira filha.

Acho que a senhora era mesmo essa tia avó, pois ela olhava para mim com bastante ternura. Eu nunca mais a vi. (graças a Deus hehhe)

< Por: Paloma Matos Monteiro Leite />

< Postagem original publicada em 11/02/2013 às 02:42 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 19 de junho de 2021

Posto De Enfermagem

< Foto Por: vitalworks />


<Registro: 38, categoria: Aconteceu Comigo />

Teve uma vez em que eu estava no posto de enfermagem, eram umas 2hs da madrugada, e um amigo meu disse que ia até o andar superior. Deixa eu explicar, eu trabalhava no posto B, pra ir no superior tinha que passar pelo posto C, ou subir a rampa de acesso que terminava bem em frente ao posto do superior. De qualquer forma você tinha que passar por uma parte do corredor onde havia acontecido uma reforma, e o piso era todo negro e nesse trecho de +/- uns 5 metros não tinha iluminação, o que não faz muita diferença, já que o corredor está sempre apagado a noite, mas se você passasse por ali, com certeza alguém iria te ver.
 
Bem de qualquer forma ele disse que ia ao superior, e eu fiquei fazendo alguns relatórios, dali uns 20 minutos volta esse meu amigo, mais branco do que papel, eu fiquei preocupada, ele me fez prometer que não iria rir. Ele me disse que quando estava indo, viu uma mulher de pijama ( diz ele que era uma mulher muito esquisita). Ele achou muito estranho, porque não havia visto ela nos quartos e como tínhamos poucos pacientes aquele dia, sabíamos de todos que estavam internados. Mas, como ela já estava na parte de reforma do corredor, e nessa parte faz uma curva, ele acabou perdendo ela de vista. Ele ficou curioso e foi no posto C e perguntou sobre ela, mas ninguém tinha visto a mulher e nem tinha uma paciente assim lá.

Ele subiu no superior e indagou sobre a mulher, mas ninguém havia visto ela lá, e eles só tinham dois pacientes, e não tinha como ela ter passado por mim sem que eu a visse. Sei que esse meu amigo voltou pro posto apavorado, sem saber o que tinha visto.

Até hoje ele fica super assustado quando tem que falar dessa história. E o mais estranho é que nesse trecho do corredor sempre se tem a sensação de que tem alguém te observando e sempre se sente a presença de alguém.

< por: Eldreen kellen />

< Postagem original publicada em 03/08/2012 às 04:02 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Brincadeira Do Copo

< Foto Por: Amy_Gillard />


< Registro: 37, categoria: Aconteceu Comigo />

Eu só acredito nessa história porque aconteceu com minha mãe e com uma tia minha que nunca aceitou tocar nesse assunto. Võ contar, quem quiser acredite.
Minha mãe tem mais duas irmãs e um irmão. Quando ela era menor, tipo uns 16 anos, minhas tias tinham uns 19, 20 anos. E minha mãe e uma delas, junto com umas amigas e o irmão da minha mãe, "brincavam" daquele jogo do copo. De fazer perguntas, mas nunca tiveram medo nem nada e sempre diziam que o copo andava mesmo. Bem, diz a minha mãe, que tinha uma amiga delas que nunca queria participar porque achava que era palhaçada e não acreditava.

Ah, a casa que minha mãe morava era de madeira, de dois andares e com um sótão grande em cima. E era nesse sótão que eles faziam essa brincadeira do copo. Bom, nesse sótão era guardado umas coisas velhas ou que não estavam sendo usadas. E tinha um quadro grande, desses compridos e estreitos, de vidro na frente. E um dia eles estavam fazendo essa brincadeira do copo, todos concentrados e diz que chegou essa amiga deles que não acreditava. E quando ela entrou ali e viu o que estavam fazendo, disse em tom debochado pra todos e bem alto:

— Vocês ainda estão fazendo essa palhaçada???

Nossa, minha mãe disse que o copo voôu em direção ao quadro e quebrou o vidro. Daquele dia em diante minha mãe nunca mais brincou com nada desse tipo, nem caneta, nem nada relacionado a espíritos. E minha tia nunca tocou no assunto. Um dia, quando fiquei sabendo dessa história, fui perguntar pra ela (minha tia) como tinha sido, só pra saber a versão dela e tals. E ela se recusou a falar e disse que era pra mim nunca mais perguntar sobre isso pra ela. E que eu nunca tivesse vontade de brincar com espíritos pois é coisa muito séria.

< por: Zé Petit />

< Postagem original publicada em 03/08/2012 às 03:44 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 12 de junho de 2021

Aconteceu Comigo no Japão

< Foto Por: PublicDomainPictures />



< Registro: 36, categoria: Aconteceu Comigo />

Se você mora aqui no Japão saberá sobre o que eu estou dizendo!
Uma vez eu e uns amigos fomos acampar na praia de Haibara, Numa noite as meninas inventaram de fazer um luau, já eram 23:00 horas e começou a ventar muito. Nesse lugar tinha um paredão, tipo de uma ponte que entrava mais ou menos uns 200 metros pro mar, feito para os pescadores. Na ponta dessa ponte tinha uns rochedos onde as ondas batiam fortes, e nessa noite estava muito forte, pois começava um Taifu (Vento forte). Então, as autoridades locais, pediram que todos que estavam na areia fossem para os estacionamentos.

Quando olhamos pra essa ponte, tinha umas meninas com uniformes escolar, indo em direção a ponta. Seria muito perigoso, pois a maré aqui no Japão sobe muito rápido devido aos fortes ventos! Nós chamamos um Japonês que tinha um tipo de barzinho de 2 andares, que existe em todas as praias do Japão, e ele só disse que era pra gente não olhar e sair logo dali! Nós saímos, os portões que dividem a cidade com a praia foram fechados e ficamos lá no estacionamento, questionando a sorte das meninas.

No outro dia então, já mais calmo, os portões estavam abertos, e as praias cheias de conchas e algas. Nós perguntamos pro dono do bar se ele tinha notícias das meninas. Ele disse que eram 5 meninas, que várias noites apareciam ali e tinham se jogado a muito tempo atrás!! Nossa, eu fiquei com muito medo de olhar pra lá, nas duas últimas noites que ficamos ali!!

< por: Nando Une />

< Postagem original publicada em 03/08/2012 às 03:38 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 29 de maio de 2021

Aconteceu Comigo

< Foto Por: MichaelGaida />



< Registro: 32, categoria: Aconteceu Comigo /> 

1- Minha mãe ouve com frequência o barulho da maçaneta da porta do quarto dela, mas não é ninguém. O meu irmão, quase sempre, dorme no meu quarto porque tem medo do quarto dele, que tem uns móveis antigos de madeira, e nenhum de nós sai pra chamar a mãe hehe.

2- Uma vez eu estava no meu quarto, escutando música, e o chão é de madeira. Então, eu ouvi claramente batidas nele, como se fossem pisadas bem fortes. Saí correndo!

3- Essa é mais recente. Semana passada eu estava na internet de madrugada, o PC fica na sala e tem a porta do banheiro aqui perto. Bom, a porta estava aberta, não tinha ninguém e eu ouvi o barulho da tampa do lixinho fechando. Dá claramente pra ouvir porque ela faz um barulhão. Nossa, até comentei isso com um amigo meu no MSN. Assustei-me aquele dia.

4- E a pior, faz mais de 1 ano. Meu irmão tinha um macaco, de quando ele era pequeno ainda. Ele ficava em cima do guarda roupa do meu irmão. E o macaco tem uns olhos muito estranhos, tipo os santos da outra história, parece que ficam te seguindo, não importa a posição que a gente está. Bem, meu irmão estava tentando dormir no quarto dele, mas não conseguia. Eu estava deitada, vendo TV no meu, e quando eu olho, ele chega com o macaco na mão, dizendo que ia deixar ele no meu quarto porque não conseguia dormir com aquela coisa olhando pra ele. Eu disse:


— Tá, pode deixar ali em cima.


E ele largou numa estante do meu roupeiro, que é aberta. Já era bem tarde e eu estava sendo vencida pelo sono, e me virei de costas pro macaco, de frente pra parede, quase dormindo. Então, eu sinto cutucarem o meu ombro. Eu falei:


— O que tu quer agora?


Eu achando que fosse o meu irmão, mas não obtive resposta. Então, me virei, não tinha ninguém e ainda por cima dei de cara com o macaco, mas nem me assustei porque eu achei que fosse o meu irmão. Olhei debaixo da cama, no canto entre a parede e o roupeiro, dentro do armário e nada dele. Então, eu geleeeei, mas não podia fazer nada, me deitei de novo, rezei umas 87256278568 vezes e acabei dormindo.

5- Outra que eu me lembrei. Era inverno do ano retrasado, era de noite e eu estava no meu quarto arrumando o uniforme do colégio. Dobrei o moletom e fui colocá-lo sobre a mesinha de cabeceira, quando eu me abaixei, senti uma respiração no meu ouvido! Nossa! Depois disso até me acostumei com coisas estranhas aqui em casa. = P No meu quarto eu tenho certeza que tem algo estranho, até porque eu estava analisando, todas essas coisas aconteceram no mesmo canto do quarto. O.o

6- Ahh e uma vez uma amiga minha, a Tássia, estava aqui em casa. Nós estávamos na sala, e de repente a guria deu O grito. Eu me assustei, achei que tivesse acontecido alguma coisa e ela disse que pensava ter visto alguém do lado do sofá, mas não tinha ninguém.


7- Quando o PC ficava no meu quarto, era perto da porta. Era um domingo de tarde como hoje e eu estava no MSN. Então, vi com o canto do olho meu irmão entrando no meu quarto, pelo menos eu achei que fosse ele, e falei:


— Sai daqui praga.


Como ele não me xingou de nada após eu ter chamado ele de praga, eu me virei e não tinha ninguém, muito estranho. Bom, depois não aconteceu mais nada que eu me lembre.

< por: Andréia Sarmanho />

< Postagem original publicada em 08/07/2012 às 21:46 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />

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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Pedradas

< Foto Por: sarajuggernaut />



<Registro: 31, categoria: Aconteceu Comigo />

A minha avó tinha uma cisma de recolher as roupas do varal antes de anoitecer. Ela dizia que se fosse recolher de noite, levava pedradas. Óbvio que eu perguntei o porquê, então ela me contou:
Um dia ela esqueceu de recolher as roupas. No meio da noite ela acordou e lembrou que tinha esquecido, sei lá porquê ela acordou meu avô e pediu pra ele retirar as roupas do varal (coisa de doente, se eu fosse ela deixava as roupas lá e dane-se).


Pior que meu avô foi, e quando começou a catar as roupas, ele sentiu uma pedrada nas costas. Olhou pra trás, não viu nada e ficou cismado, mas continuou recolhendo tudo, só que mais rápido. Então ele começou a levar mais pedradas e começaram a aumentar, vinham de todos os lados! Aí sim ele saiu correndo! Ele disse que não viu ninguém lá, além do que, era de madrugada, não ia ter várias pessoas no quintal, escondidas, pra tacar pedra nos outros.

< por: Luciana />

< Postagem original publicada em 08/07/2012 às 18:54 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 15 de maio de 2021

Incêndio Na Rua Três

< Foto Por: kolyaeg />

< Registro: 28, categoria: Aconteceu Comigo />

Quando eu tinha 8, 9 anos morávamos eu, meu irmão 4 anos mais novo, minha mãe e meu padrasto, num apartamento térreo, com outro em cima. Era um prédio que havia passado, recentemente, por uma grande reforma, porque o dono ia se casar e ia morar no apartamento de cima. Nossa vida transcorria sem grandes problemas quando a minha mãe adoeceu inexplicavelmente. Ela começou a ter inúmeras lesões em ambas mãos, lesões tão profundas que não existia mais pele, ficavam em carne viva.
Como a mais velha, apesar de criança ainda, cuidava da minha mãe. Dava banho, comida na boca. Minha mãe chorava inconsolavelmente. Primeiro, porque os médicos não descobriam o que ela tinha, segundo porque ela sempre foi uma mulher ativa e estava, praticamente, inválida.

Desesperada, sem mais onde e a quem recorrer, minha mãe apelou para a religião. Ela, assim como todos nós, foi criada na religião cristã-evangélica, mas minha mãe simplesmente esqueceu disso, e procurou ajuda em centros espiritas e de candomblé.

Antes de continuar a história, quero esclarecer que o que aconteceu nada tem a ver com esta ou aquela religião, nem quero polemizar. Apenas contarei os fatos como lembro.

Uma noite fomos a um ritual. Eu odiava aquilo. Toda aquela gente com roupas típicas, velas, incenso e um batuque ensurdecedor. Na porta, minha mãe conversa com um dos participantes e ele indica um pai de santo. Eu estava do lado de fora, e para entrar tive que tirar os sapatos. Engraçado que não estava assustada. Estava com raiva por estar ali. Minha avó tinha me criado e ensinado que nossa crença era outra. Senti que a estava traindo.

Entrei com a minha mãe naquele lugar, com as mãos dela vermelhas, sangrando.
Ela sentou num banquinho e um homem de branco, cheio de guias, fumando um charuto ficou diante dela. Fiquei só olhando aquilo. Ele fecha os olhos, dá umas baforadas, fica murmurando hummm hummm.

De repente, arregala os olhos e grita:

— Sai daqui, sai daqui! Seu caso não é comigo! Seu caso é para o Deus-Vivo!

Saímos de lá. Minha mãe arrasada. Ela se recusava a procurar a minha avó. Elas haviam brigado seriamente e dentre os motivos do desentendimento estava justamente, a nossa crença. Mas o pior estava ainda por vir. Com a minha mãe impossibilitada de fazer qualquer coisa, a mãe do meu padrasto foi morar lá em casa. Havia um quarto independente, grande, onde minha avó (eu a considerava assim) se alojou.

Foi um inferno. Meu padrasto se desdobrava para cuidar da casa, minha mãe estava cada vez mais desesperada, a minha avó se metia na vida deles.

Ensinaram a minha mãe a acender velas para o anjo da guarda. E ela fazia isso todas as segundas feiras sempre comigo junto. Sempre acendia debaixo do tanque, na área de serviço. Enquanto isso, minha mãe foi encaminhada para o Instituto Oswaldo Cruz, para o centro de pesquisas porque nenhum medico diagnosticava o que ela tinha nas mãos.

Nessa roda viva, de brigas, discussões, doença, meu padrasto estava enlouquecendo.
Um dia, após outra briga violenta entre minha mãe, meu padrasto e a mãe dele, ele saiu de porta afora, e enfartou na porta de casa. Ele só tinha 32 anos. Eu o vi cair no meio da rua, corri pra lá desesperada, chamei os vizinhos. Felizmente não foi fatal. Ele teve sorte de sobreviver.

Neste dia, minha mãe teve um acesso de fúria, quebrou tudo dentro de casa, inclusive as velas que ela acendia. Enquanto ela quebrava tudo, vultos, gritos, lamentos e choros eram ouvidos pela casa. Os “espíritos” imploravam por velas, por luz. Minha mãe gritava com eles, dizendo que não ia acender mais nada, para eles irem embora de lá e ia quebrando tudo. Eu me escondi atrás da cama e fiquei lá assustada demais para fazer qualquer coisa.

Vocês já viram um incêndio de perto? É algo assustador e fascinante de assistir. O fogo se alastra numa velocidade impressionante. Lambe paredes, portas, teto. Faz um barulho assim uhhhhh, uhhhhh e estala. E sufoca. E queima. E hipnotiza. A casa estava pegando fogo rapidamente. Ouvi batidas na porta ou era na janela. Não lembro bem. Só sei que quando a porta se abriu o fogo aumentou ainda mais e uma figura de mulher se aproximou de mim, me envolveu nos braços e me tirou de lá. Eu estava semiconsciente. Será que sonhei? Quando dei por mim estava na ambulância e minha mãe histérica gritava do lado de fora. Meu irmão havia desaparecido.

O que aconteceu é que meu irmão, que é uma peste até hoje, pegou meus cadernos de escola, e tacou fogo em baixo do sofá onde eu dormia. Quando ele viu o fogo se alastrar, fugiu. E se escondeu quando viu os bombeiros e a policia chegando. Achou que seria preso. O que levaria uma criança de 4 anos fazer algo assim? Ele não sabe responder até hoje.

A casa ficou completamente destruída, mas minha mãe tinha guardado muitas caixas da mudança no quarto do lado de fora. Isso foi a nossa sorte. Muita coisa se salvou por este motivo.
Ainda tivemos que ficar na casa incendiada porque não tínhamos onde ir. Faltavam alguns dias ainda para nos mudarmos.

No dia anterior da nossa mudança eu estava empolgadíssima. Minha gata tinha dado crias, 8 gatinhos, lindos, fofos. Arrumei uma caixa grande e conforme iam nascendo eram depositados lá. Foi o meu primeiro contato com o milagre da vida. Eu não dormi, assistindo o nascimento deles.
Devia ser umas 3 horas da madrugada e meus pais aproveitaram e foram terminar de arrumar a mudança. O caminhão sairia pela manhã. Minha mãe disse que eu teria que deixar os gatinhos na antiga casa, até eles crescerem um pouco porque eles eram bebezinhos não poderiam ir conosco. Prometeu que viríamos buscar uns dias depois.

De repente, aconteceu algo incrível e aterrorizante. Uma ratazana entrou em casa. Foi uma correria. Meu padrasto pegou uma vassoura e foi atrás dela. Vi algo que jamais esquecerei. A ratazana ficou de pé nas duas patas, e avançou no meu padrasto. Ele estava com um casaco de lã (era inverno) e agarrou nele. Mordeu a primeira vez no dedo. Meu padrasto era um homem grande, alto e forte. Jogava a ratazana longe e ela avançava de novo nele e mordia.
Eu subi na mesa da cozinha, gritando com medo e nojo. A ratazana devia estar endemoninhada ou com hidrofobia. Ela entrou no quarto do lado de fora, pegou os gatinhos recém nascidos um a um e matou todos. Não houve tempo de fazer nada pelos filhotes A minha gata se engalfinhava com a ratazana, mas ela conseguia pegar os gatinhos pelos dentes, sacudia e matava. Era sangue pra todo lado. Miados, gritos. Quem tem gato sabe como os miados parecem lamentos. Eu assisti tudo de cima da mesa gritando e chorando por causa dos meus gatinhos.

Amanhecia quando finalmente a ratazana saiu pela porta. Eu fiquei lá, em cima da mesa, chorando pelos meus gatinhos. Meu padrasto foi para o hospital pela segunda vez em menos de um mês.
Mudamos no mesmo dia. Nunca mais vi minha gata nem voltei naquela casa.
Algum tempo se passou. Um dia, cheguei da escola e minha mãe estava lavando louça.
Foi quando me dei conta que as mãos dela estavam curadas, sem lesões! Ninguém havia notado isto nem ela mesma. Simplesmente sumiram.
Não sei o que havia naquela casa, nem porquê queriam que mudássemos de lá. O prédio incendiado foi demolido e outro foi construído no lugar. Nunca soube-se de qualquer outro incidente.
De vez em quando me pergunto: são os lugares que moramos ou somos nós que provocamos estas manifestações? Ainda não sei responder.

< por: Adriana /> 

< Postagem original publicada em 14/06/2012 ás 22h18 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />

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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Elevador

< Foto Por: StockSnap />

< Registro: 27, categoria: Aconteceu Comigo />

Tenho um primo muito chegado, que é chefe de segurança do Centro Cultural do Banco do Brasil, onde é público e notório a lenda de que é assombrado.
Meu primo, Cláudio, tem 40 anos, ex-fuzileiro, ex-PE, um cara que participou da Guerra do Golfo e das Malvinas, como voluntário, não é um cara lá muito normal mas também não se assusta com qualquer coisa.

Ele contou que, ano passado, estava no plantão noturno dele, juntamente com mais 8 seguranças, todos fortemente armados. Quando o CCBB finalmente fechou, o ultimo funcionário saiu, deu boa noite e meu primo perguntou se havia mais alguém nas salas. O funcionário diz que não, todos já haviam saído. Fizeram a última vistoria para se certificarem de portas e salas fechadas, onde guardam preciosidades, quadros, joias, relíquias históricas, barras de ouro, dinheiro, etc.

A sala de segurança fica no 6º andar e mesa do meu primo fica, estrategicamente, em frente aos elevadores. Eram mais ou menos 23.30h e ele estava examinando a folha de frequência e ponto dos seguranças, quando vê passar em frente uma moça de vestido e ela dá boa noite.

Automaticamente ele responde:

— Boa noite. — e lembra que já não havia mais ninguém no prédio.

A moça se dirige ao elevador, parando em frente a porta, a espera. Ele tenta ver o rosto da moça mas o rosto está embaçado, ele procura os óculos (ele tem quase 7 de miopia) pra poder ver quem é a moça, revira os papéis e não encontra, quando toca no rosto e os óculos estavam lá nos olhos!

Ele firma a visão e quando consegue enxergar ela simplesmente atravessa a porta fechada do elevador e desaparece! Foi um desespero! Pelo radio aciona os seguranças da portaria e manda ficarem olhando quem vai sair do elevador. Os seguranças se postam na porta e nada do elevador chegar.

— Ninguém saiu nem entrou pelo primeiro andar. — diz os seguranças através do rádio.

Logo, todos os seguranças estavam no rádio, plantados nas portas dos elevadores e NADA! A moça, ou quem quer que ela fosse, havia desaparecido. Não foi difícil convencer os seguranças que aquilo havia sido uma aparição. Todo mundo que trabalha lá tem uma história pra contar.

< por: Adriana />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h20 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 1 de maio de 2021

Sítio Assombrado

< Foto Por: Myriams-Fotos />

< Registro: 24, categoria: Aconteceu Comigo /> 

Eu sou do Paraná, mas passei minha infância passando férias numa cidadezinha que fica entre Itu e Mairinque no km 68 da Castelo Branco em SP! Minha mãe e meu tio tinham sítio lá, hoje moro em SP Capital e às vezes ainda vou lá.

É uma cidade bem de interior mesmo, e lá viveram muitos barões e escravos na época da escravidão. Tanto que no centrinho desse lugar fica um casarão ENORME daquela época, e ele é intocável pois virou patrimônio histórico e ainda tem a senzala e tal.

Um dia eu estava na minha chácara sozinha, devia ter uns 9 anos. Minha prima Loraine tinha ido viajar pro Paraná. Eu estava lavando louça quando eu escutei nitidamente a voz dela me chamando no portão:

— CARLA.

Ai né, eu ignorei porque sabia que ela tinha ido viajar e passaria o mês todo lá. Mas, a voz insistia. Aí eu pensei: "Mas será que a Lo nem foi? Mas por que ela está me chamando sendo que ela sempre entrou direto?"

Aí eu escutei chamar bem forte e pensei: "Não é possível deve ser ela mesmo!".
Quando saí, não tinha absolutamente ninguém lá em cima. Eu ouvi um barulhão na cozinha e quando eu entrei, todos os armários superiores estavam abertos. TODOS! Eu corri pra chácara da minha vó e ela é prova viva, quando voltamos, estavam lá as portas escancaradas!

Coincidência ou não, há um mês, numa casa no alto de uma colina, no qual lá da minha casa dava pra ver nitidamente, foi assassinada uma garotinha de 4 ou 5 anos pela irmã. Tudo porque a garotinha fez xixi na cama e a irmã bateu nela com cabo de ferro, a queimou toda com bitucas de cigarro e ainda a colocou debaixo do chuveiro gelado sem nada pra comer por 2 dias. Quando acharam o corpo da menina, ela estava branca feito uma vela e de olhinhos abertos toda encolhidinha coitada!

E nesse dia eu tinha acabado de olhar pra casa de onde aconteceu tudo isso e pensado nessa história toda. Cruzes, foi horrível!

< por: Carla />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h14 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 24 de abril de 2021

Cancela Assombrada

< Foto Por: Argus398 />


< Registro: 22, categoria: Aconteceu Comigo />

Essa também aconteceu no sitio onde meu pai morava...
Lá diziam que havia uma cancela (Uma espécie de porta feita de madeira) que ficava no meio da estrada e diziam que era assombrado depois das seis horas. E todo mundo evitava passar por lá depois daquele horário.

Certa vez meu tio tinha ido até a casa da namorada dele, e na empolgação, acabou escurecendo e quando ele percebeu já passavam das seis horas. Então, se apressou em ir embora, e já com receio porque pra poder ir pra casa precisaria passar na tal cancela assombrada.

Lá foi ele a galope, pela estradinha de terra, somente iluminada pela lua, rezando pra que, quando chegasse na cancela, ela estivesse aberta pra ele não precisar descer e ir lá abrir. Só que quando chegou, ela estava fechada, e o cavalo ficou com as orelhas em pé, assustado com alguma coisa que meu tio não conseguia ver.

Ele com muito medo desceu, foi até a cancela, abriu ela rapidamente, pegou nas rédeas e puxou o cavalo. Nem perdeu tempo em fechá-la, deixou aberta mesmo. Subiu rapidamente no cavalo e quando ele já estava mandando o cavalo correr dali, aconteceu o que ele temia.

Ele ouviu um tapa, na traseira do cavalo, seguindo por um grito agudo. O cavalo saiu correndo louco na estrada. Ele enrolou as mãos nas rédeas do cavalo e se agarrou ao pescoço do mesmo, pra não cair. Sentiu alguém pegando ele pela cintura, com força, se agarrando a ele, e o cavalo baixando a traseira com se tivesse levando alguma coisa muito pesada. Então o cavalo entrou pela caatinga, e os galhos rasgaram ele todo. Mas o cavalo conseguiu chegar na casa dele. Ele chegou lá quase inconsciente, com as roupas rasgadas pelos galhos secos, e todo cortado também. O cavalo muito assustado, meu tio desmaiou e só no outro dia contou o acontecido a meu avô, que falou que ali ficava o coisa ruim (um demônio, ou um espirito mal pra eles no sítio).

< por: Nilton César />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h09 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Carona Fantasma

< Foto Por: Pexels />


< Registro: 21, categoria: Aconteceu Comigo />

Essa história aconteceu com o meu pai. Nós morávamos em Taiwan, eu era pequenina e meu pai trabalhava de taxista noturno. E em uma noite comum, um cliente o parou vestindo apenas uma sunga. Meu pai tinha no porta malas uma pequena bolsa com algumas peças de roupas que a minha mãe separava para ele, e como naquela noite estava um pouco frio, meu pai deixou algumas roupas com ele.

O homem pediu para que meu pai o deixasse do outro lado da cidade, e assim o fez meu pai. Durante a viagem, não houve nada de incomum, apenas conversaram pelo caminho, e o homem dizia não se lembrar o que havia acontecido com ele e como fora parar lá.

Chegando no local, meu pai parou num beco escuro, o homem pediu para que meu pai esperasse que ele iria pegar o dinheiro e entregá-lo.

Meu pai esperou por horas e nada do homem aparecer. Até que ele decidiu ir atrás e ver o que estava acontecendo, quando ele passou pelo beco, um cachorro começou a latir para ele sem parar, meu pai achou estranho por que o cachorro não latiu para o homem quando passou por ali, e chegando por onde o homem havia entrado meu pai viu que o lugar era um Clube de Piscinas, e na entrada havia um aviso.
O clube estava fechado por que havia acontecido um acidente no local, um homem havia se afogado.

< por: Sendy />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h08 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sábado, 17 de abril de 2021

Mistérios da Mata

< Foto Por: Free-Photos />


< Registro: 20, categoria: Aconteceu Comigo />

Meu pai e os irmãos dele, costumavam caçar tatu quando eram adolescentes (coisa do interior, na época não tinham televisão.. ;) ), então eles saíam de madrugada e levavam a cachorrinha de caça deles (esqueci o nome da cachorra.... vou chamá-la, aqui, de Baleia). Era uma cachorrinha muito esperta e sempre que encontrava um Tatu ou um Peba acuava, com seus latidos, o bicho dentro de sua toca.

Certo dia, eles saíram de madrugada, meu pai, e mais dois irmãos dele (meu pai com 17 anos, e os irmãos dele um com 16 e o outro com 15 anos), e lá no meio do mato, quando eles já haviam caminhado um bocado, a cachorrinha saiu correndo na frente. Então depois de algum tempo, eles ouviam bem distante o latido da cachorra, que ecoava no silêncio daquela madrugada.

Eles correram em direção ao latido, com esperanças de que a cachorra tivesse encontrado alguma caça. Mas quando chegaram lá, se deparam com a cachorra latindo, no pé de uma árvore, olhando pra cima, e eles tentando enxergar o motivo pelo qual ela latia.

Foi quando eles ouviram o som de folhas sendo pisoteadas, como se várias pessoas se aproximassem deles. A cachorrinha saiu correndo, e então o som das folhas pisadas, vinha de todos os lados e meu pai e meus tios, com medo do que poderia ser, se juntaram e se abaixaram. Foi quando, começaram a atirar pedras neles, mas muitas pedras mesmo e o som das folhas foi substituído por um som de Matracas, era um som horrível, e eles não conseguiam ver ninguém. Isso durou cerca de 5 minutos, quando parou de repente e o silêncio tomou conta do lugar. Até ser interrompido pelo som da cachorra apanhando, bem distante, e eles muito assustados continuaram parados no mesmo local, só ouvindo. Ficaram ali até o dia amanhecer. Depois disso eles nunca mais inventaram de caçar a noite.

< por: Nilton César />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h06 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Cond. Residencial Vale das Rosas (Nova Friburgo/RJ)

< Foto Por: TheDigitalArtist /> 


< Registro: 19, categoria: Aconteceu Comigo />

O que vou relatar foi um acontecido com um tio meu, em meados de 1993. Meu tio é uma pessoa muito extrovertida, de bem com a vida e tudo mais. Ele tem por volta de 40 anos de idade, é homossexual, cabelereiro, etc, etc, etc...
Eu tinha mais ou menos uns 14 anos, quando ele sofreu um acidente de carro numa encruzilhada perto do Sob Boate (Conego). Ele ficou uns tempos na casa da minha avó para se cuidar. Ele quase teve que amputar a perna, pois o acidente foi feio, teve que colocar pinos e tudo. Com isso tive chance de conversar com ele e saber algumas coisas que estavam se passando na vida dele. Ele me dizia que não conseguia parar de beber, que entrava dentro do apartamento dele no Vale das Rosas e sentia uma vontade incondicional de beber cachaça!!!

Com isso ele estava louco pra sair do apartamento, pois era ele chegar dentro de casa que vinha a vontade de beber, entretanto sua casa ainda estava em construção e ele não podia sair de lá até acabar a obra.

Ele ficou na casa da minha avó por uns 3 a 4 meses, até que sua casa ficou pronta. Ele ia se mudar do apartamento onde morava, tendo que fazer sua mudança o mais rápido possível, para não ter que pagar mais um mês de aluguel sem necessidade. Eu me propus a ajudar a fazer a mudança.

Fomos eu, minha mãe, minha avó, e um amigo dele ao apartamento para empacotar tudo, para no dia seguinte colocarmos tudo dentro de um caminhão de mudança. Assim começou todo esse episódio, que eu nunca mais esqueci!!

Bem, fomos pra casa dele de manhã, eram umas 9 horas da manhã, assim que chegamos começamos a arrumar as coisas, minha mãe fez um macarrão, almoçamos lá mesmo, até aí tudo bem.

Quando foi depois do almoço, que já estava praticamente a metade das coisas empacotadas, começamos a sentir um cheiro meio fraco de velas. No decorrer da tarde o cheiro foi ficando mais forte e o clima que parecia ser legal entre todos ali, foi ficando mais pesado e desconfortável.
Ele (meu tio) tinha um altar dentro do apartamento, esses altarzinhos pequenos com algumas imagens de santos (vocês sabem né). Então, minha avó começou a desmontar o altar pra empacotá-lo também. Nisso ela pegou umas duas guias e colocou no pescoço, dizendo que tinha achado as guias bonitas (guias são aqueles cordões com pedrinhas coloridas usadas nos centros espíritas), e continuou a empacotar todo o resto. A essa hora o cheiro de vela já estava quase insuportável.
Bem o pior estava por vir!!!

Quando minha mãe (que já foi médium, frequentadora de centro, tal como minha avó) foi até o quarto do meu tio terminar de arrumar suas roupas. Ela chegou no quarto (disse ela), e viu uma pessoa negra encolhida no canto do quarto e as velas em torno de todas as paredes acesas, um homem alto forte com um chapéu preto em pé ao lado do negro abaixado, e uma mulher loira do outro lado da cama. Depois disso ela desmaiou e quem viu ela desmaiando fui eu, comecei a gritar e chamar pela minha avó, desesperado, arrastei ela até a sala. Nisso, minha avó estava batendo e jogando água na cara dela pra ela acordar. De repente, ela acordou com os olhos todos brancos (sem essa bola preta), com uma força sinistra, empurrou o cara amigo do meu tio na parede e começou a ir pra cima da minha avó dizendo com uma voz muito grossa, não era a voz dela:

— Não adianta ele sair daqui, pra onde ele for eu vou atrás dele.

Eu já estava completamente em choque, no meio daquela situação, eu estava imóvel e pálido!!!
Foi quando o cara que estava lá com a gente pulou em cima da minha mãe, jogou ela no chão e a segurou. Ela continuava dizendo:

—Eu ainda mato aquela bicha.

Minha avó segurou nas guias que ela tinha pego no altar com toda força e começou ali mesmo a aclamar pelo nome de Jesus, dizendo que o que quer que estivesse no corpo da minha mãe que saísse, e que ele não tinha poder pra fazer mal nenhum a quem quer que fosse. Daí a coisa que estava nela falava:

— Vocês já viram o que eu fiz com aquela bicha, já quebrei a perna dela, agora vou levar a vida.

Minha avó num súbito de raiva, começou a bater (com força) na cara da minha mãe, dizendo:

— Vai embora, vai embora, sai daqui em nome de Deus.

Foram uns 4 tapas bem fortes, nisso minha mãe desmaiou de novo. Voltamos a jogar água no seu rosto para ela acordar. Quando ela acordou, pegamos rápido nossas coisas e fomos embora largando tudo como estava.

Quando chegamos na portaria do prédio, eu olhei para a janela do apartamento do meu tio, chamei todos para olhar e vimos uma mulher loira e um homem com chapéu preto de braços cruzados e rindo.

Conclusão do caso:
No outro dia o caminhão de mudança foi lá, terminaram de empacotar as coisas dele e fizeram a mudança numa boa, sem acontecer nada.

Mas meu tio...hoje está com aids!!!

< por: Adriano />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h02 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

As Três Covas Abertas

< Foto Por: geralt />


< Registro: 17, categoria: Aconteceu Comigo />

Como muitos de vocês sabem minha família veio de Sto. Antônio de Pádua. Minha avó, uma sueca belíssima, havia ficado viúva de meu avô, que era médico e morreu precocemente aos 43 anos de idade.
Minha avó veio para o Rio de Janeiro, por volta de 1950, com 10 filhos, com idade entre 17 a mais velha e 6 anos, que era a minha mãe. Vovó contava muitas estórias da fazenda em Pádua, onde meu avô quase nunca estava, visto que era metido em política e era o único medico das cidades circuvizinhas, tais como Itaperuna, São Fidelis e Miracena, região norte do Rio de Janeiro. Contava sobre as noites de lua cheia onde os cavalos da fazenda ficavam enlouquecidos, relinchando, galopando em volta da casa grande, desesperados, sendo montados por coisas-ruins.
Os cães latiam sem parar, naquelas noites de horror. Não sabia-se, ao certo, o que acontecia lá fora. Vovó juntava os filhos todos à volta dela, se ajoelhavam e oravam a Deus pedindo proteção. Alguns dos meus tios menores se escondiam debaixo da cama, e fechavam os olhos, de tanto medo. Só abriam quando tudo acalmava. A casa grande, assim como a maioria absoluta, era de telhas, e os tijolos não eram muito bem cimentados, em muitos locais haviam buracos onde passava luz. Ouviam algo correndo por cima das telhas, afundando, quase quebrando num barulho ensurdecedor.
Pelas frestas da casa viam-se sombras passando, correndo, um rugido infernal. Vovó era cristã e criou todos os filhos tementes a Deus, mas tb acreditava, assim como todos da roça, em criaturas sobrenaturais, como curupira, saci, mula sem cabeça.
Os cavalos voltavam pela manhã, exaustos da corrida, com a crina tão trançada que minha mãe contava que precisavam de muitos dias até as tranças se desfazerem todas. Para os olhos e ouvidos dos meus tios, ainda crianças, devia ser mesmo aterrorizante.

Quando a família veio para a capital do RJ, estabeleceram-se num local, que naquela época, era uma fazenda enorme, praticamente desocupada, em Bonsucesso, onde atualmente é o Complexo do Alemão.
Meus tios e minha mãe cresceram, achando-se livres daquelas noites de Pádua. Acharam que o haviam deixado para trás , que o problema estava na cidade natal.
Ledo engano.
Acabaram descobrindo que não era a cidade. Era a família, inclusive a nova geração, onde me incluo, que atraía esses eventos sobrenaturais e inexplicáveis.
A casa da vovó era uma delicia. Pobre, de telhado, banheiro do lado de fora. Mas havia muito amor. Fomos criados todos juntos, primos e primas, como irmãos. Eu era uma criança especial para a minha avó. A preferida dela. Talvez por não ter tido pai, minha avó me amou e me protegeu mais que a todos os outros netos, e eles eram muitos. Fui criada por essa figura forte e enérgica, que comandava a família com mãos de ferro, e ao mesmo, tempo tão doce e amorosa.
Conforme eu ia crescendo entendia porque vovó era tão procurada e respeitada pelas pessoas. A via pondo as mãos nas pessoas doentes, em crianças, velhos e ficavam curados. Usava azeite nas feridas e abençoava. Eu não entendia muito bem, era muito pequena ainda, só muito mais tarde compreendi que minha avó tinha o dom da cura. E ela tb "via" coisas, mas isso era segredo. Esse tipo de assunto era proibido ser falado perto das crianças. mas eu era curiosa e inteligente. Sabia que minha avó era especial. Só não sabia que seus dons eram partilhados comigo.

A casa da vovó era pequena em comparação ao terreno. Ficava (até hoje esta casa existe) no alto de uma rocha, próximo a um pequeno riacho. Era térrea e apenas um quarto.
Em cada cômodo havia janelas de madeira, tipo veneziana, cujo trinco era daquele que girando um pedaço de metal entrava num buraco feito no parapeito mesmo. O telhado era feito de telhas de barro e algumas eram transparentes, que eram comumente usadas para passar claridade.
Aquela casa era meu lar.
Um dia estava eu brincando sozinha na sala, vovó devia estar no quintal (terreiro como ela falava) lavando roupa. Do nada me levantei e subi na janela da sala, que dava pra um corredor que era fechado pela parede da casa do meu tio.
Qual não foi a minha surpresa, olhei para baixo, não existia a casa do meu tio. Havia uma descida, um caminho de terra, que descia até o fim da casa.
Eu devia ser mesmo muito palerma, porque não me dei conta que aquilo não existia e nem chamei por ninguém. Apenas fiquei olhando aquele novo pedaço da casa.
Ao observar bem, vi três montinhos de terra, como se tivessem enterrado pessoas. Eram realmente três túmulos. Eu estranhei, mas não sei por que continuava a olhar.
Foi quando vi um daqueles monte de terra se mexer. E uma mulher levantou-se de dentro da terra.
A mulher levantou-se, vagarosamente... Suas roupas estavam cobertas de pó, rasgadas, seus cabelos desgrenhados. Esta mulher não havia me visto, estava na estrada abaixo da casa.
Ela pôs-se de pé, de costas para onde eu estava. Não sei se falou alguma coisa mas a terra em cima dos outros dois túmulos também se moveram e mais duas mulheres, semelhantes a primeira, saíram de dentro deles.
As três nada falaram. Ficaram um tempo paradas. O estranho é que tudo era devagar. Como em câmera lenta. E daquela maneira lenta se viraram todas as três ao mesmo tempo para onde eu estava, me encararam com aqueles olhos mortos mas maliciosos e começaram a subir, arrastando-se na estrada, em direção a janela onde eu estava, ainda, observando.
De repente, parece que acordei. Sabia que elas queriam entrar na casa da vovó. Aflita, corri na porta e vi minha avó ao longe, no portão com alguém. Também sabia, não sei como, que enquanto a minha avó não voltasse eu não tinha que lutar com aquelas criaturas mortas-vivas, apenas tinha que impedir a entrada delas na casa. Só ela podia resolver aquilo. Era isso que martelava na minha cabeça. Fechar tudo, impedir a entrada até vovó chegar. Só ela podia resolver aquilo.
Comecei a fechar tudo. A porta da frente, as janelas dos quartos, a porta da cozinha, e de vez em quando olhava pela janela da sala para ver se elas já estavam chegando. Era um frenesi, um afobamento, e cada vez que olhava pela janela e elas se aproximavam cada vez mais, bem devagar. Fui ao quarto da minha avó fechar a janela e quando voltei para a sala já podia ver as cabeças daquelas coisas. Corri para a janela da sala e tentei fechar o lado esquerdo primeiro, quando a cabeça de uma delas impediu. Abri um pouco mais e empurrei a cabeça pra longe e fechei ao mesmo tempo puxei o lado direito. Foi quando aquela primeira mulher que se levantou da cova me olhou zangada e segurou no meu braço.

Uma dor cortante me invadiu. Aquela mão tinha tanta força!!! Puxei o braço varias vezes até finalmente me soltar e fechei a janela totalmente. O tempo todo ficava esperando minha avó voltar e pensava, sem parar: "Só tenho que mante-las fora da casa. Até minha avó chegar. Só ela pode resolver isso".
Engraçado é que a casa da vovó parecia ser muito maior e ter mais quartos e janelas e portas a serem fechadas. Eu continuava fechando tudo sem parar. E parecia que as três mortas-vivas estavam a um passo de entrar na casa, quando eu conseguia trancar tudo, no ultimo segundo.
Foi quando lembrei de fechar uma porta (que não existia na casa) que ficava entre a sala e a cozinha. Também era uma porta de madeira, com venezianas, onde se puxavam dois lados e o mesmo trinco de girar. Cheguei nesta porta e puxei os dois lados. Quando girei o trinco, olhei pelas venezianas e vi os pés das criaturas já dentro da cozinha!!!! Ainda olhando pelas frestas das venezianas vi desistirem de entrar por ali e as vi se arrastando para fora da casa na tentativa de entrar por outro lugar que não estivesse trancado.
Foi quando duas mãos me seguraram por trás. Gritei apavorada e desmaiei.

Quando dei por mim, estava na cama com a minha avó ao meu lado. Segurando nas minhas mãos e orando..
Ela me passava azeite (diz-se unção) pelo corpo todo, principalmente na testa.
Ela falava alto, numa língua desconhecida, só entendia algumas palavras em português no meio das frases.
Na mesma hora me senti segura e não sabia explicar o que havia visto. Eu estava tão confusa que nem perguntei a ela o que tinha acontecido comigo.
Quando ela terminou as suas orações, me deixou na cama dela, com velas acesas e um lampião pendurado no teto (naquela época não existia luz elétrica na casa) e saiu.
Ouvi minha avó varrendo a casa, ainda falando naquela língua estranha e quis olhar. Engatinhei em cima da cama e olhei pela porta. O chão da casa toda estava coberto de terra!!!!
Ela varria a terra para fora de casa e a cada varrida ela repetia uma frase que soava mais ou menos assim:
Ghadata aletera parsin!!! Ghadata aletera parsin!!!
Moeratera quateroyzare vateletri!!! Moeratera quateroyzare vateletri!!!
Nem me perguntem o que significava mas era um ritual de limpeza. Já era noite feita e meus tios começaram a chegar do trabalho quando viram minha avó fazendo aquilo, nada disseram. Apenas me olharam e menearam a cabeça. A partir daí os cuidados aumentaram comigo. Nunca ficava sozinha. Sempre tinha um tio ou primo mais velho comigo.
Nunca soube o que foi aquilo e minha avó nunca disse nada. Nem minha mãe falou uma palavra sobre isso. Eu ficava perdida sem saber o que pensar mas graças a Deus, criança esquece de certas coisas.
Só lembrei disto depois que minha avó morreu.
De vez em quando eu sonho com ela e continuo sentindo, quando estou com ela, a mesma segurança que sentia quando ela estava viva.

< por: Adriana />

< Postagem original publicada em 18/04/2011 ás 12h30 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />
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