sexta-feira, 16 de abril de 2021

Cond. Residencial Vale das Rosas (Nova Friburgo/RJ)

< Foto Por: TheDigitalArtist /> 


< Registro: 19, categoria: Aconteceu Comigo />

O que vou relatar foi um acontecido com um tio meu, em meados de 1993. Meu tio é uma pessoa muito extrovertida, de bem com a vida e tudo mais. Ele tem por volta de 40 anos de idade, é homossexual, cabelereiro, etc, etc, etc...
Eu tinha mais ou menos uns 14 anos, quando ele sofreu um acidente de carro numa encruzilhada perto do Sob Boate (Conego). Ele ficou uns tempos na casa da minha avó para se cuidar. Ele quase teve que amputar a perna, pois o acidente foi feio, teve que colocar pinos e tudo. Com isso tive chance de conversar com ele e saber algumas coisas que estavam se passando na vida dele. Ele me dizia que não conseguia parar de beber, que entrava dentro do apartamento dele no Vale das Rosas e sentia uma vontade incondicional de beber cachaça!!!

Com isso ele estava louco pra sair do apartamento, pois era ele chegar dentro de casa que vinha a vontade de beber, entretanto sua casa ainda estava em construção e ele não podia sair de lá até acabar a obra.

Ele ficou na casa da minha avó por uns 3 a 4 meses, até que sua casa ficou pronta. Ele ia se mudar do apartamento onde morava, tendo que fazer sua mudança o mais rápido possível, para não ter que pagar mais um mês de aluguel sem necessidade. Eu me propus a ajudar a fazer a mudança.

Fomos eu, minha mãe, minha avó, e um amigo dele ao apartamento para empacotar tudo, para no dia seguinte colocarmos tudo dentro de um caminhão de mudança. Assim começou todo esse episódio, que eu nunca mais esqueci!!

Bem, fomos pra casa dele de manhã, eram umas 9 horas da manhã, assim que chegamos começamos a arrumar as coisas, minha mãe fez um macarrão, almoçamos lá mesmo, até aí tudo bem.

Quando foi depois do almoço, que já estava praticamente a metade das coisas empacotadas, começamos a sentir um cheiro meio fraco de velas. No decorrer da tarde o cheiro foi ficando mais forte e o clima que parecia ser legal entre todos ali, foi ficando mais pesado e desconfortável.
Ele (meu tio) tinha um altar dentro do apartamento, esses altarzinhos pequenos com algumas imagens de santos (vocês sabem né). Então, minha avó começou a desmontar o altar pra empacotá-lo também. Nisso ela pegou umas duas guias e colocou no pescoço, dizendo que tinha achado as guias bonitas (guias são aqueles cordões com pedrinhas coloridas usadas nos centros espíritas), e continuou a empacotar todo o resto. A essa hora o cheiro de vela já estava quase insuportável.
Bem o pior estava por vir!!!

Quando minha mãe (que já foi médium, frequentadora de centro, tal como minha avó) foi até o quarto do meu tio terminar de arrumar suas roupas. Ela chegou no quarto (disse ela), e viu uma pessoa negra encolhida no canto do quarto e as velas em torno de todas as paredes acesas, um homem alto forte com um chapéu preto em pé ao lado do negro abaixado, e uma mulher loira do outro lado da cama. Depois disso ela desmaiou e quem viu ela desmaiando fui eu, comecei a gritar e chamar pela minha avó, desesperado, arrastei ela até a sala. Nisso, minha avó estava batendo e jogando água na cara dela pra ela acordar. De repente, ela acordou com os olhos todos brancos (sem essa bola preta), com uma força sinistra, empurrou o cara amigo do meu tio na parede e começou a ir pra cima da minha avó dizendo com uma voz muito grossa, não era a voz dela:

— Não adianta ele sair daqui, pra onde ele for eu vou atrás dele.

Eu já estava completamente em choque, no meio daquela situação, eu estava imóvel e pálido!!!
Foi quando o cara que estava lá com a gente pulou em cima da minha mãe, jogou ela no chão e a segurou. Ela continuava dizendo:

—Eu ainda mato aquela bicha.

Minha avó segurou nas guias que ela tinha pego no altar com toda força e começou ali mesmo a aclamar pelo nome de Jesus, dizendo que o que quer que estivesse no corpo da minha mãe que saísse, e que ele não tinha poder pra fazer mal nenhum a quem quer que fosse. Daí a coisa que estava nela falava:

— Vocês já viram o que eu fiz com aquela bicha, já quebrei a perna dela, agora vou levar a vida.

Minha avó num súbito de raiva, começou a bater (com força) na cara da minha mãe, dizendo:

— Vai embora, vai embora, sai daqui em nome de Deus.

Foram uns 4 tapas bem fortes, nisso minha mãe desmaiou de novo. Voltamos a jogar água no seu rosto para ela acordar. Quando ela acordou, pegamos rápido nossas coisas e fomos embora largando tudo como estava.

Quando chegamos na portaria do prédio, eu olhei para a janela do apartamento do meu tio, chamei todos para olhar e vimos uma mulher loira e um homem com chapéu preto de braços cruzados e rindo.

Conclusão do caso:
No outro dia o caminhão de mudança foi lá, terminaram de empacotar as coisas dele e fizeram a mudança numa boa, sem acontecer nada.

Mas meu tio...hoje está com aids!!!

< por: Adriano />

< Postagem original publicada em 17/09/2011 ás 12h02 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />

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