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| < Foto Por: fbhk /> |
Bem, só pra finalizar, vou contar a última história que me lembro direitinho. Mas pra mim a mais sinistra de todas, porque foi comigo.
Era umas 7 horas da noite de domingo e eu, preguiçosa, ainda não tinha tirado da área de serviço a minha mochila para pendurar. Ela continuava no tanque de molho. No chagão da casa, que ficava bem ao lado dos corredores do banheiro e pelo qual se tinha acesso através de uma porta da cozinha.
Bem, meu pai, que me conhecia muito bem, falou pra eu pegar a mochila e estender senão eu ia levar uns tabefes dele (sutil...). Eu, mesmo chateada por ter de ir esfregar e pendurar a mochila, acabei indo. Mas não estava com medo, porque era cedo e tinha muita gente na rua, o que dava uma certa animação na casa toda. Sei lá, pessoas conversando na porta, tv ligada, os meninos brincando no quarto deles lá do lado da sala. Enfim, tava rolando um clima festivo de domingão de subúrbio.
Continuando, fui até o chagão, passei uma escova mal e porcamente na mochila que estava de molho e era feita de material sintético e pendurei ela na corda em cima do tanque. Quando estava com os braços levantados pendurando a mochila senti meus pêlos se arrepiarem todos e tive a sensação que alguém estava me olhando, putz! Aí senti medo, porque depois do chagão só tinha o quintal escuro, então percebi tipo um vulto vindo. Pulei imediatamente para dentro de casa e a Chispita (heheh, olha o nome), nossa cadela, entrou comigo. Ela ficou latindo e gemendo, parecia assustada e com medo. Eu rapidamente fui fechar a porta quando algo deu um empurrão e bateu nela. Eu, forçando ela pra fechar e a coisa forçando pra abrir. De repente a coisa colocou uma mão para dentro, ou algo muito parecido com uma mão, ou uma luva, sei lá. Uma coisa escura, meio garra, meio couro. Eu que pensava que era ladrão, quase não acreditei, mas não conseguia gritar porque a minha voz não saía!
Enfim, consegui travar a porta com o trinco, foi quando a coisa deu um porradão na porta e ficou forçando. Nessa hora eu que já estava quase desmaiando e mesmo após ter travado o trinco continuava empurrando a porta por puro pânico, dei um grito absurdamente assustador, um grito de pavor que foi ouvido até por quem estava do lado de fora da casa!
Que medo ! Meu pai pensou que o meu irmão (com o qual eu brigava toda hora e que apesar de menor me dava as maiores surras) tinha acabado de me matar ou alguma coisa terrível assim, porque o grito foi assustador. Mas, quando ele viu meu irmão branco, na sala, assustado também com o grito, veio correndo pra cozinha. Com ele, a família toda e mais quem estava na porta da rua conversando. Ao chegarem eu simplesmente desabei no colo do meu pai e apavorada contei tudo. Ele, apesar dos protestos de todos, abriu a porta para ver se via um ladrão. Mas não tinha pegada nenhuma, apesar de que o chagão estava todo molhado, o que levaria a deixar marcas de pés ou sapatos no quintal. Mas, não tinha nenhuma marca, não tinha nenhum sinal de que alguém tivesse passado por ali.
Eu fui dormir no quarto do meu pai, com a sensação estranha de que tinha estado do lado de alguma coisa muito ruim. A Chispita, a cadela se recusou a dormir fora da casa, chorando muito, latindo e teve que dormir dentro, mas mesmo assim latiu um bocado a noite inteira sempre voltada para o quintal.
Quanto a nós, alguns meses depois nos mudamos para outra casa, onde, pasmem, nada assombroso NUNCA aconteceu. O que me levou a crer que o mal estava na casa!
Tiveram outras histórias, mas essa foram as que me lembrei e das quais de alguma forma participei. Meus irmãos tem outras histórias com certeza, mas as que eu conheço "de perto" são estas.
< por: Kelly />
< Glossário />
< Chagão - área externa da casa, área de serviço ou lavanderia />
< Glossário />
< Chagão - área externa da casa, área de serviço ou lavanderia />
< Postagem original publicada em 18/01/2011 ás 23h32 no Aposentado Blog Histórias Sobrenaturais />

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